Eu não vou pro céu. Céu = nuvem, e nuvem é ar. E como todo mundo sabe, ar não sustenta nada além de balões de gás Helio e balão de ar quente. Mas mesmo assim uma hora o gás acaba… (relembre o exemplo do padre…).

Então mesmo que num passeio de balão, nuvem não sustenta o “Kit Vivi”, não por muito tempo. O “Kit Vivi” é a forma que encontrei pra chamar quem tem um pouco do meu coraçãozinho, este que não vem sozinho… vem acompanhado do meu “pacotinho”, minha bagagenzinha de vida.

E nuvem não me sustenta.

Me resta viver para ver se isso me leva direto pro inferno e azar o meu ou se tem quem esteja em terra firme com disposição de me ter aos seus braços.

Ou torcer pra que a nuvem vire gelo. Melhor escorregar do que morrer em queda livre.


Bones

04Ago09

Me joguei… to vivendo e [me] experimentando.
E mesmo arriscando tudo, sobrou espaço pra continuar [te] amando.
Mesmo olhando as fotografias e vendo o quanto é diferente
Nesse momento não consigo lembrar das coisas ruim pra te tirar da minha mente.
Clichê, but watever. Fuck it, its real.


Encontros

27Mai09

Resolvi fazer um post especial a todas as pessoas que passaram rapidinho pela minha vida e tiveram um papel muito especial. Foram encontros deliciosos que ao longo do tempo se tornaram um lugar novo. Eu chamo essas pessoas, a maioria delas mulheres, de minhas terapeutas. Elas sem saber me ensinam a viver, a crescer e a ser eu mesma. E tive oportunidade de conhecer um pouquinho delas também. Em determinado momento a vida segue seu rumo e essas pessoas vão… O legal é que não importa se vou revê-las ou não, elas marcaram presença. Sinto saudades, mas saber que o rio continua fluindo e outras pessoas aparecerão, me conforta. E fico curiosa para saber quem vem por aí… Oi!


FRÁGIL!

27Mai09
1° Encontro

1° Encontro

hum..

bom, vamos lá.

Sobre nós, uma desilusão completa dentro de mim depois de tantos desencontros.

Isso me proporcionou grandes insights sobre a vida que hoje são várias fontes informações presas uma na outra por um cordão (imagina um ventríloco – a liga é mole e extirada). Um dia serão peças de um quebra cabeça com um desenho formado. Ou então um boneco de madeira maciça presos por ligas fortes. Estou trabalhando nisso.

Mas por outro lado, a sensação de me relacionar com você é a de estar pisando em ovos. Qualquer hora um pode quebrar e uma pontinha vai me machucar. E hoje é difícil não colocar várias meias para que isso não aconteça, porque váááárias pontinhas já me cutucaram mto e me tiraram do meu lugar.

E eu também, com medo de me machucar de novo, me vejo inúmeras vezes saindo correndo por cima dos ovos, pisando com toda força, esmagando e quebrando, corro por eles gritando alto e com as mãos tampando os ouvidos para não ouvir. Uma louca se parar pra pensar: por que se dá ao trabalho de correr por eles se não é para ter uma experiência com isso?

Então a conclusão: ter um compromisso / um relacionamento com alguém, e não estar aberto à troca, simplesmente não faz o menor sentido.

Conclusão 2: pode até estar aberto à troca, mas está dando pra trocar?

Completando esse ponto: não tem que ser tão difícil assim “trocar” com a pessoa que escolhe para namorar e cultivar um amor.

Completando mais ainda: não é possível que tenhamos que nos esforçar tanto para se relacionar com alguém… sem ter um contrato de casamento, sem dividir a mesma casa, sem ter filhos….

Completando ainda mais: shouldnt it be lighter than that?

Enfim….

O que eu tenho pra trocar com você….. te acrescenta? Faz diferença? Ou sou uma figurinha repetida? Te apresento alguma coisa nova na vida que possa te interessar? Meus pontos de vista sobre as coisas são interessantes pra você? Minha espontaneidade te intriga? Te interessa? Te apaixona? Ou te pressiona, te prende, te intimida, te faz inseguro?

Das coisas que eu sei que você tem pra me oferecer, a ÚNICA que eu anseio desesperadamente é de conectar com você mesmo. São poucos os momentos em que estamos juntos e sinto a sua presença espiritual. São esses os momentos que me fornecem paixão para ficar contigo por todos os momentos ruins. É uma “gasolina” para suportar toda angústia que me dá quando não sinto você ali.

O que eu espero do meu homem: sentir-me presente nele e sentir sua presença mesmo na ausência.

Eu não confio que eu esteja presente dentro de você. Não sei o que tem dentro de vc, não faço idéia. Aliás, tenho medo desse seu EU. Acho as vezes que ele é meu inimigo até. Aliás, eis uma novidade que percebi agora. Ele é quase um inimigo meu… é como se ele fosse do mau… ele não gosta de mim… e nem eu dele! A existência dele me deixa triste porque não sinto que faço parte dela. UOU… belo insight. Preciso fazer as pazes com o seu eu!!!!!

Completando o que eu espero do meu homem: uma conecção mais profunda. No passado ela ja se confundiu, por imaturidade, à necessidade de dar sustentação às minhas inseguranças. Mas hoje está bem claro pra mim que não importa o que for, a responsabilidade das minhas questões, é só minha.

Pensando agora, talvez uma das formas que podemos começar a melhorar o NÓS é você estando aberto pra minha vida, pro meu tempo. É eu dividir com você as minhas experiências. Te oferecer um pouco do que alimenta a minha alma. E aí bebermos disso juntos.

E, por outro lado, você me levar junto para experimentar um pouco das coisas que alimentam a sua alma….de mãos dadas e firmes, são coisas muito novas pra mim, tenho medo de me perder… mas se me segurar um pouco, me ajuda. Eu continuo sozinha depois da primeira curva….

Enfim, é difícil escrever aqui. São palavras espontâneas e fico com medo de você não entender ou julgar ou questionar ou querer corrigir meu português ou concluir que você é um cara melhor porque tem mais conhecimento sobre ciências ou tirar qualquer conclusão que não tem nada a ver com o que eu to te falando aqui ou soltar uma daquelas frases de efeito “é bonito mas não resolve” etc…. e a gente não vai se entender mesmo.

A idéia aqui não é resolver nenhum problema. Na verdade é falar de coração com você sem acusações ou escudos.

Acho que acabei de pensar em um nome bom de título pra esse texto: “FRÁGIL!” … frágil pq agora estou mais “atingível”.

hm…

é isso aí…

Da forma mais escancarada e vulnerável possível…

Te amo.


Amor, 

Não importa pra onde vai

Nem quando você vem

Nenhuma certeza pode me fazer

Não sentir a falta de você

 

Eu queria você aqui comigo

Não dou conta assim tão longe

Meu coração mesmo novinho

Não tem mais força pra seguir sozinho

 

Drama a parte

Desabafo feito

Nosso amor, descomplicado

Hum, ver

Te sentir

Te quero

De lembrar

Pra sempre vou te amar

 

De crescer, aprender

Vivendo a minha vida

Como você me ensinou

 

C G Am Dm F

C G Am F

C G Am F

C G Am F

C G Am F

Am Em Am Em

Am Em G            C G

Am G Am F Dm C


The song

12Jan09

30122008050THE song. “A” música. Aquela que quando toca, faz você olhar ao redor e querer fotografar o momento como algo especial para ser lembrado, carregado pra posteridade. Faz sentir-se vivendo. Vivinha da silva. Então, já tive vários. Você já teve vários, num teve? “A” música deste post não é nada de demais, mas tem história. É What I Got do Sublime. Os meninos chamaram a Maggie pra cantá-la no palco do barzinho durante o “Best Brazilian Winter Ever” em Trancoso, há 1 ano e meio. Claro que essa música marcou e eu salvei na playlist do meu iPod Vivi+Maggie. Pois é. No meu primeiro dia de Steamboat 27/12, estávamos no carro indo pra algum lugar. Era umas 5h, fim de tarde, sol se pondo. Dia MARAVILHOSO, super bonito, mas nada digno de nota. Aí ela começou a tocar no rádio… e fez TODA a diferença (sabe quando viver faz 150% de sentido?). Cantamos felizes da vida sem acreditar que aquilo estava acontecendo. No final da música deu raiva porque a rádio cortou duas frases dela (provavelmente por causa dos palavrões), mas não foi suficiente para estragar nada, já estava marcado. “Fuckin’ and fightin’ it’s all the same, livin´with Louie dog’s the only way to stay sane”, cantamos juntas. Na verdade, acho que não é “THE SONG”, é “THE FRIEND”. Pode ser? Com certeza. Obrigada Maggie. I LOVE Gonzaga for having an Exchange program with Brazil. =)


Seria apenas um chinelo Havaianas vermelho jogado fora se ele não caminhasse comigo desde os meus 13 anos (22-13=9 anos). Tadinho, morreu hoje vítima de dilaceramento central (quando a borrachinha que prende as tiras na sola se rompe). Já sabia que estava com os dias contados, mas mesmo assim na hora levei um sustinho.

Anyways quis relembrar os lugares por onde andamos juntos (motivo pelo qual a perda dele me deixa um pouco emotiva – apesar de estar feliz pelo desapego): andou muito pelo sítio, Mogi mirim, no Rep. Lago (esse é o mais marcante!), Réveillons com a Lúcia em Guaecá, + sítio, + Mogi Mirim, Guarujá (foi bastante pra lá), na Escola (Lourenço Castanho), Rio de Janeiro, Fernando de Noronha, Barra Grande, Paraty, Wyoming (rodou bastante pelos EUA, actually), FAAP, casa de amigos, namorado, padarias, bairros, academias, casa velha, casa nova, enfim… Vale lembrar que cada um desses lugares tem uma história, uma importância na minha vida. Claro né, se não nada disso teria sentido. Ah, aliás, ele já tomou alguns banhos de chuva comigo também.

Espero que seja reciclado e sirva para alguma coisa na posteridade.


No comecinho do ano encontrei um mini guarda-chuva infantil do homem aranha em uma lojinha em Ilha Bela. Na hora não resisti e comprei o negócio que, obviamente, era muito mais engraçadinho do que útil já que nem a minha bolsa sozinha cabia lá embaixo. Independente disso foi muito útil durante os 12 meses que se passaram. Talvez apenas pela segurança de tê-lo no carro em caso de emergências.

Por algum motivo que só Frodo explica (hahaha) resolvi me desfazer do adorno. Numa ida ao Espaço Cultural, pedi que a Nana segurasse enquanto eu comprava um lanche. Ela foi entrando na sala para não perder o comecinho de Be Kind, Rewind (SENSACIONAL, by the way) e levou-o pra dentro. Em seguida, atrasada, me sentei ao lado dela.

Quando as luzes se acenderam, lembrei do homem aranha mas senti que ali, mais tarde, passaria uma vovó fofa que levaria o guarda-chuva consigo e presentearia um menininho muito sortudo e querido. A Nana ainda tentou me lembrar do que eu estava esquecendo. Expliquei que era hora de desapegar e ela entendeu.

 A parte engraçada é que, enquanto esperava ela sair do banheiro, o segurança apareceu ao meu lado com o guarda-chuva (não tinha percebido que me apoiava justamente no balcão de achados e perdidos… erg) e tive que pegá-lo de volta. Ok, ainda não era hora…

Mas aí teve a parte legal, motivo de um post só sobre o mini guarda-chuva infantil do homem aranha comprado em uma lojinha de Ilha Bela. Ontem, chegando ao shopping Higienópolis para assistir a última sessão do Nunca se Sábado, um homeless portador do vírus HIV com uma filha de seis anos pedia esmolas no farol debaixo de uma forte chuva.

(…)

Foi demais ver o sorriso do homem. E ele abrindo o guarda-chuva em seguida… que gostoso…


Dor

19Dez08

APAGUEI


APAGUEI